Tentei enumerar meus pensamentos e senti vontade de poder lembrar
de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã.
Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. (...)


domingo, 17 de novembro de 2013

Você já parou pra pensar como é incrível essa magia que a vida tem, e o poder que temos de nos re-inventar todos os dias? Ou tantas outras em um só dia. Acho que algumas pessoas chamam isso de inconstância , mas hoje eu prefiro chamar de isso de "estou sendo". Estou sendo tem muito mais cor que aquele velho eu sou. Sei que nosso ego ainda insiste nessa ideia, mas com a prática isso se torna mais flexível e podemos ir alterando a gramática. Estar sendo me deixa livre pra me atualizar a cada instante e eu me deixo renovar, por que sempre fui viciada no novo. Estar sendo muda o nosso critério de tolerância de tudo, e tudo se torna mais leve. E é essa leveza que traz aconchego pro nosso coração, riso pra nossa boca, pensamentos bons de se ter. Estou sendo e acabei nem vendo o tempo passar...

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Oi cantinho meu. Sei que faz tempo, mas hoje vou lhe contar. Esse meu sumiço tem boa causa. Resolvi mudar o rumo da história, mudar a posição das velas e navegar por outras águas. Sabe aquela ilha que pra mim era tudo no mundo? Pois é, descobri que existem tantas outras cheia de beleza, com águas cristalinas pra nadar. O tempo anda todo cheio de mistérios comigo nesses últimos meses. Parece que ele resolveu acelerar o trabalho dos relógios e esta dando mais voltas do que dava antes... e mesmo assim, demora mais pra anoitecer. Isto tem me deixado um tanto confusa sobre quantas horas possuem estes novos dias e noites. Mas devo lhe confessar que não estou preocupada com isso. Estou apenas refletindo diante dessas novas charadas. Andei pensado, que talvez a gente devesse perder essa mania de querer controlar tudo. Regular, medir, saber tantos por quês, como e quando tudo vai acontecer. As vezes sentir é tão mais. Tem sido tão mais, meu cantinho, me deixar guiar pela minha intuição. Pela vida que palpita dentro de mim e pede pra ser vivida a todo instante. Tem sido tão bom, me sentir em paz com a minha própria companhia, e com a companhia de quem eu quero estar perto. Tão bom, acordar toda manha sem saber como vai ser o fim do dia, de como vai ser o próximo nascer do sol. Sem script. A vida, meu cantinho, tem sido boa comigo, e eu ando lhe retribuindo a simpatia com aquele meu velho sorriso, você lembra? Meu pedido é ousado, mas é justo: Eu quero toda a felicidade que o meu mundo pode me dar. Madrugada, como sempre madrugada. Prometo voltar mais vezes agora. 3:57am.

terça-feira, 11 de junho de 2013

     Desde algum tempo resolveram dizer que o dia de hoje seria especialmente para os namorados. Particularmente acredito que as idealizações destas datas comemorativas fazem parte de uma grande jogada de marketing, afinal tocados pela emoção...é dia de presentear. Mas, apesar desse inicio nada romântico, não da pra negar que é interessante essa quebra na rotina...  esse toque que o dia de hoje da pra gente  lembrar o quanto pode ser bom viver a vida ao lado de alguém.
     Porém é interessante falarmos a verdade. Do amor de verdade. Nos poupando um pouco daquelas velhas idealizações perfeitas do amor. O amor que eu falo é aquele que tem direito ao atrito que a união de duas pessoas causa na vida de ambas. Namorar inclui partilhar um pouco de nós e incluir um pouco do outro, e desse desejo de completude que vale lembrar que a pessoa amada é sempre mais que nossas idealizações. Namorar é um movimento diário que exige dos interessados a disposição de superar os atritos, e constantemente, a habilidade de manusear as situações conciliando nossas crenças individuais com as da pessoa que queremos perto.
    Creio  que amor é bem mais do que aquele velho mar de flores. O mar do amor ora é calmaria, tem ondas leves...  e nesses dias fazem sol. Mas ora o céu pode fechar, e é ai que a gente sente aquele vento gelado que junto com a chuva. Mas sabe o que acontece? Quando sintonia é grande, nos molhar um pouquinho só fortifica a ideia de como são bons os dias de sol...

quinta-feira, 14 de março de 2013

Tem muita coisa perambulando por aqui. E chega a ficar difícil definir o que realmente quero te escrever. Aliás, te escrevo, ou escrevo a mim? Ou então... será que isso que acontece é só uma forma de organizar? Só uma vontade enorme de organizar, todos esses pensamentos e sensações que agora borbulham? E quando vejo, acabo de me dar a resposta. Eu preciso mesmo é dessa inquietude pra escrever. Ora, inquietude pode vir do conflito... Ora, inquietude me surge por enorme alegria. O segundo motivo é o que me traz aqui hoje. Pra esse canto meu que eu mesma me desperto de vez em quando. Essa semana coisas incríveis reacenderam, e mais que isso, muita coisa nova mostrou que pode ter brilho. E que pode brilhar muito. Novos olhares, novas propostas, novos desafios, novas inquietudes. De repente a rotina se altera, se assume um compromisso, esperanças passam pela sua mão.Tudo se renova o tempo todo... E demais mesmo, é amar muito tudo isso.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Quando criança sempre tive dores nos ossos das pernas, geralmente a noite. E doía, doía mesmo, de chorar de dor. Minha mãe sempre dava um jeito com duas polainas vermelhas cor de sangue, bem velhinhas e que só serviam pra isso mesmo. Ela passava vick em minhas pernas e esfregava bem forte até ficar bem quente, depois amarrava as polainas bem forte. O paliativo servia pra que eu conseguisse dormir, e quando eu acordava já não doía mais. Mas sabe o que é estranho nisso tudo? No outro dia sempre chovia. Talvez não faça o menor sentido, mas cresci acreditando que se minhas pernas doessem era sinal de chuva. A questão é, que criamos nossas próprias verdades desde criança. Desde o mundo da fantasia, em que o bicho papão mora dentro do armário. Escolhemos no que acreditar, escolhemos o que devemos lembrar e recalcamos pro escuro, esquecemos, o que é difícil  admitir. Eu sei, volta e meia nos sentimos desprovidos de controle, querendo esquecer isso ou aquilo e não conseguindo. Querendo crer em algo difícil de acreditar. Mas será, será mesmo que se quer esquecer? Será mesmo que é no improvável que precisamos acreditar? Diria Freud : "Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos...“sem querer“. No final, somos tanto, tanto, que é injusto condenar qualquer tipo de escolha. Acreditamos e criamos nossas verdades a partir do que a nossa consciência nos permite o acesso, mas tem muito mais. Sempre vai existir uma nova peça do nosso próprio quebra-cabeça a ser achada, por mais que a imagem já pareca completa. Da pra entender? Eu ainda espero ter tudo isso bem mais claro pra mim. Hoje minhas pernas estão doendo como quando era criança, e uma simples lembrança me fez viajar em minhas crenças... e me fez parar aqui. Madrugada, como sempre madrugada. Escrever continua me fazendo muito bem.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pois é, cheguei. E ainda me soa estranho o jeito como me chamam. 2012... Sei que muitos estavam a minha espera, sei que creem que mudarei a vida delas. Mas não é fácil começar assim com tantas expectativas. Pensando bem, talvez eu seja mais que o ano que veio e que aqui está. Mais que 2012. Talvez devesse me chamar esperança. Que tal? Esperança é crença na possibilidade das coisas as quais queremos que aconteçam, acontecerem. E quem crê e deseja de verdade consegue, não é assim que se fala? Sei que tem um montão de desejos pra me fazer. Mas meu caro, preciso lhe dizer. Eu não vou realizar nenhum deles. Calma, podemos sim trabalhar juntos. Prometo lhe dar possibilidades, como meus antecedentes também lhe deram. Mas é seu dever saber usá-las dessa vez. Pode me chamar como quiser, esperança, novo emprego, corpo perfeito, o amor ideal. Só não confunda este que aqui está, com aquele velho gênio da lâmpada de todos os anos. Tudo bem, que ele até exista nos seus sonhos durante a noite e lhe permita voar por ai, aliviar toda essa dureza rotineira... ninguém precisa ser tão duro e racional ao ponto de viver só de realidade. Mas acredite, a gente precisa dela pra viver de verdade. E realidade meu amigo, é que ninguém vai fazer nada por você, a não ser curtir contigo seu sucesso. Ainda sou novo por aqui, mas acho que já entendeu como funciono. Coloque as mãos na massa e faça de mim umas das mais belas lembranças da sua vida. Sou folha branca, cartela nova pra colorir. E sou inteiro seu. 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Enquanto rebuscava o sono ontem a noite, percorri uma longa estrada de pensamentos. Percebi como tornei minha vida valiosa essa ano, de como as pessoas que estão nela hoje são valiosas pra mim. E meio à  imensa ansiedade de coisas boas que me tomava, resolvi pensar qual era a primeira palavra que me vinha à mente ao falar pensar em Natal. Mas... Logo... Presente? Será mesmo que estou corrompida pelo espírito capitalista e logo penso em...  Presente? Me confundo, e na verdade descubro que é impossível pensar em uma primeira palavra que presuma o que se passa nessa época. Por que os pensamentos não param. Me vem a cabeça sorrisos, desejos de paz, desejos de amor, quanta esperança!! Emoções tão gostosas que sim, são bem ditas como presentes, enviadas pelo verdadeiro Papai Noel do mundo todo que é Deus. Somos humanos e materialmente feitos de carne e osso, dispomos do poder de sentir as mais diversas emoções, e diferentes pessoas nos evocam diferentes emoções também. Uma das coisas mais fantásticas dessa época é nos dispor do desejo de coisas pra todas elas, independente do bem ou do mal que tenham nos feito. Que a gratidão habite nossos corações. Eu lhe desejo um Natal mágico e imensamente feliz.  
"— Por que não ter memórias? Os buracos negros, eu quis dizer. Mas fiquei quieto, desejando apenas ter um disco qualquer de cítara tocando para que nesse momento pudéssemos interromper a conversa para prestar atenção num acorde qualquer entre duas cordas, mais um silêncio que um som. Sempre podíamos ouvir a chuva, seu bater compassado na vidraça. Ou acompanhar com os olhos as gotas escorrendo atrás do roxo e do amarelo. De pontos diferentes, às vezes duas gotas deslizavam juntas para encontrarem-se em outro ponto, formando uma terceira gota maior. Mas talvez ele achasse tedioso esse tipo de diversão. —Ter memórias — repeti." Caio F.