Oi cantinho meu. Sei que faz tempo, mas hoje vou lhe contar. Esse meu sumiço tem boa causa. Resolvi mudar o rumo da história, mudar a posição das velas e navegar por outras águas. Sabe aquela ilha que pra mim era tudo no mundo? Pois é, descobri que existem tantas outras cheia de beleza, com águas cristalinas pra nadar. O tempo anda todo cheio de mistérios comigo nesses últimos meses. Parece que ele resolveu acelerar o trabalho dos relógios e esta dando mais voltas do que dava antes... e mesmo assim, demora mais pra anoitecer. Isto tem me deixado um tanto confusa sobre quantas horas possuem estes novos dias e noites. Mas devo lhe confessar que não estou preocupada com isso. Estou apenas refletindo diante dessas novas charadas. Andei pensado, que talvez a gente devesse perder essa mania de querer controlar tudo. Regular, medir, saber tantos por quês, como e quando tudo vai acontecer. As vezes sentir é tão mais. Tem sido tão mais, meu cantinho, me deixar guiar pela minha intuição. Pela vida que palpita dentro de mim e pede pra ser vivida a todo instante. Tem sido tão bom, me sentir em paz com a minha própria companhia, e com a companhia de quem eu quero estar perto. Tão bom, acordar toda manha sem saber como vai ser o fim do dia, de como vai ser o próximo nascer do sol. Sem script. A vida, meu cantinho, tem sido boa comigo, e eu ando lhe retribuindo a simpatia com aquele meu velho sorriso, você lembra? Meu pedido é ousado, mas é justo: Eu quero toda a felicidade que o meu mundo pode me dar. Madrugada, como sempre madrugada. Prometo voltar mais vezes agora. 3:57am.
de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã.
Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. (...)
terça-feira, 24 de setembro de 2013
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"— Por que não ter memórias? Os buracos negros, eu quis dizer. Mas fiquei quieto, desejando apenas ter um disco qualquer de cítara tocando para que nesse momento pudéssemos interromper a conversa para prestar atenção num acorde qualquer entre duas cordas, mais um silêncio que um som. Sempre podíamos ouvir a chuva, seu bater compassado na vidraça. Ou acompanhar com os olhos as gotas escorrendo atrás do roxo e do amarelo. De pontos diferentes, às vezes duas gotas deslizavam juntas para encontrarem-se em outro ponto, formando uma terceira gota maior. Mas talvez ele achasse tedioso esse tipo de diversão. —Ter memórias — repeti." Caio F.
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