Tentei enumerar meus pensamentos e senti vontade de poder lembrar
de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã.
Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. (...)


terça-feira, 11 de junho de 2013

     Desde algum tempo resolveram dizer que o dia de hoje seria especialmente para os namorados. Particularmente acredito que as idealizações destas datas comemorativas fazem parte de uma grande jogada de marketing, afinal tocados pela emoção...é dia de presentear. Mas, apesar desse inicio nada romântico, não da pra negar que é interessante essa quebra na rotina...  esse toque que o dia de hoje da pra gente  lembrar o quanto pode ser bom viver a vida ao lado de alguém.
     Porém é interessante falarmos a verdade. Do amor de verdade. Nos poupando um pouco daquelas velhas idealizações perfeitas do amor. O amor que eu falo é aquele que tem direito ao atrito que a união de duas pessoas causa na vida de ambas. Namorar inclui partilhar um pouco de nós e incluir um pouco do outro, e desse desejo de completude que vale lembrar que a pessoa amada é sempre mais que nossas idealizações. Namorar é um movimento diário que exige dos interessados a disposição de superar os atritos, e constantemente, a habilidade de manusear as situações conciliando nossas crenças individuais com as da pessoa que queremos perto.
    Creio  que amor é bem mais do que aquele velho mar de flores. O mar do amor ora é calmaria, tem ondas leves...  e nesses dias fazem sol. Mas ora o céu pode fechar, e é ai que a gente sente aquele vento gelado que junto com a chuva. Mas sabe o que acontece? Quando sintonia é grande, nos molhar um pouquinho só fortifica a ideia de como são bons os dias de sol...

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"— Por que não ter memórias? Os buracos negros, eu quis dizer. Mas fiquei quieto, desejando apenas ter um disco qualquer de cítara tocando para que nesse momento pudéssemos interromper a conversa para prestar atenção num acorde qualquer entre duas cordas, mais um silêncio que um som. Sempre podíamos ouvir a chuva, seu bater compassado na vidraça. Ou acompanhar com os olhos as gotas escorrendo atrás do roxo e do amarelo. De pontos diferentes, às vezes duas gotas deslizavam juntas para encontrarem-se em outro ponto, formando uma terceira gota maior. Mas talvez ele achasse tedioso esse tipo de diversão. —Ter memórias — repeti." Caio F.