Tentei enumerar meus pensamentos e senti vontade de poder lembrar
de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã.
Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. (...)


segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Escrever é queimar o papel de qualquer forma. Desde o princípio, foi a maior coragem, nunca uma desistência, nunca um recuo, e sim avanço e aceitação. Deixar de falar de si para falar como se fosse o outro. Deixar a solidão da voz para fazer letra acompanhada, emendada, uma dependendo da próxima garfada para alongar a respiração. Baixa-se o rosto para levantar o verbo. É necessário mais coragem para escrever do que falar, porque a escrita não depende só de ti. Nasce no momento em que será lida." Fabrício Carpinejar

Lendo alguns textos de Fabrício, achei este que cito acima. Concordando com o que diz, resolvi postá-lo aqui. Já faz alguns dias que não escrevo. Agora mesmo, meio à malas por fazer e uma casa pra arrumar, me pego parada em frente ao computador. Eu só iria trocar a música... Mas aí, se sabe... Resolvi dar uma passadinha por aqui. Como diria minha amiga Nanny, escrever não é questão de inspiração, mas de técnica... Na verdade acho que o que eu gosto/tento/faço nasce de ambos. Inspiração, oras... Tenho muitas hoje. Ainda que acordar não fosse o que eu mais desejasse, logo que abro os olhos "lhe" vejo ao meu lado. Olho o dia acordar, olho ele dormir. Bom dia, boa viagem, um beijo... O dia hoje se iniciou ensolarado, e o pôr do sol muito simpático fez uma linda despedida, pintando o céu cheio de cores, com nuvens tão traçadas como se fossem rabiscadas a mão. Já é tarde e não vou prolongar muito as coisas por aqui...  Boa noite!



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"— Por que não ter memórias? Os buracos negros, eu quis dizer. Mas fiquei quieto, desejando apenas ter um disco qualquer de cítara tocando para que nesse momento pudéssemos interromper a conversa para prestar atenção num acorde qualquer entre duas cordas, mais um silêncio que um som. Sempre podíamos ouvir a chuva, seu bater compassado na vidraça. Ou acompanhar com os olhos as gotas escorrendo atrás do roxo e do amarelo. De pontos diferentes, às vezes duas gotas deslizavam juntas para encontrarem-se em outro ponto, formando uma terceira gota maior. Mas talvez ele achasse tedioso esse tipo de diversão. —Ter memórias — repeti." Caio F.