Tentei enumerar meus pensamentos e senti vontade de poder lembrar
de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã.
Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. (...)


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Acumulavam-se as semanas. E várias semanas juntas outrora viram meses. 7 meses. Já é abril.  E ainda é abril. Com a Páscoa o capitalismo vibra. Entra em êxtase. Perdoe-me a insensibilidade, mas convenhamos que há algum tempo datas comemorativas mais representam grandes jogadas de marketing do que qualquer outra coisa. Enfim, não é sobre a Páscoa que eu quero falar hoje. Se bem que chocolate e você tem lá as suas semelhanças. É doce, gostoso, e eu gosto, gosto muito. Abril, um abril inteiro pra atravessar. Já faz um tempo que eu não cogito a possibilidade de atravessar os meses sem você. Eu acho que não veria muita graça neles. Fico bem sozinha, mas até pra ficar sozinha eu preciso de você. Pra poder sentir saudade no final da tarde, uma saudade gostosa de se sentir, por que eu sei que você volta. Preciso de você pra sentir sua falta durante a noite, pro meu celular tocar de madrugada, e pra eu amar que ele toque.  Preciso de você até pra acordar de manhã e sentir vontade de dormir até o meio dia, por que eu só durmo até o meio dia com você. Mas também pra acordar cedo e fazer as coisas com gosto, essas coisas que somadas e bem feitas farão eu abraçar minha independência por aí. Quero dizer que eu te quero toda hora. E se você precisar ficar longe, tudo bem, mas quero você pra poder sentir a sua falta. Como agora.

Obs: chocolate também engorda, e você cozinha muito bem. 
"— Por que não ter memórias? Os buracos negros, eu quis dizer. Mas fiquei quieto, desejando apenas ter um disco qualquer de cítara tocando para que nesse momento pudéssemos interromper a conversa para prestar atenção num acorde qualquer entre duas cordas, mais um silêncio que um som. Sempre podíamos ouvir a chuva, seu bater compassado na vidraça. Ou acompanhar com os olhos as gotas escorrendo atrás do roxo e do amarelo. De pontos diferentes, às vezes duas gotas deslizavam juntas para encontrarem-se em outro ponto, formando uma terceira gota maior. Mas talvez ele achasse tedioso esse tipo de diversão. —Ter memórias — repeti." Caio F.