Tentei enumerar meus pensamentos e senti vontade de poder lembrar
de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã.
Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. (...)


quarta-feira, 23 de março de 2011

Diferentes dos racionalistas, que buscam a verdade pela lógica e pela razão, os empiristas. Os quais, acreditam que a verdade plena só é obtida através da experiência e não pela por rasa observação ou fé. Contrariando as idéias Aristotélicas, Francis Bacon. Bacon foi um grande filósofo, político e ensaísta inglês. Preocupou-se em realizar uma reforma no conhecimento, o que chamou de "Instauratio Magna" ou Grande Restauração. Ele critica a filosofia de Aristósteles a medida que a considera vaga e estéril, por não obter resultados práticos. Bacon propõe um novo método de investigação dos fatos para a busca da verdade por meio de experiências, o então empirismo experimental, que desconsidera o raciocínio silogistíco e dedutivo de Aristóteles. É com Bacon que o pensamento indutivo ganha força e eficácia. Junto a Bacon, John Locke. Considerado o principal representante do empirismo britânico. Locke defendia que todas as ideias eram originadas passando primeiramente pelos sentidos e era contra a doutrina de idéias inatas. Assim como Bacon, Locke crítica os racionalistas e afirma com sua teoria da "Tabula Rasa", que todos nascemos sem saber absolutamente nada, que só aprende-se pela experiência, tentativa e erro. Pensamento este contrário à Platão, por exemplo, que dizia que já temos ideias pre-concebidas antes mesmo de nascer. Locke divide o mundo em sensações primárias e secundárias. As primárias, são as qualidades dos objetos independente do observador, como a solidez, tamanho, textura, extenção, figura, etc. As secundárias são consideradas dependetes do observador, portanto são cores, sons, gostos, aromas. Segundo Locke não é de qualquer forma que a experiência nos afeta, nossa vivência de mundo afeta-nos separadamente, e a certeza e a verdade só resulta da comparação entre as ideias. Contrapondo algumas ideias de Locke, George Berkeley, que propõe uma radicalização no empirismo. Criticando a divisão entre sensações primárias e secundárias de Locke, para Berkeley tudo depende do observador e as sensações são relacionadas. Nada é percebido de forma isolada, sem uma a outra não permanece. Sem a cor, por exemplo, some-se a forma. No entanto, sendo tudo dependente do sujeito, nada é totalmente confiável, pois o estado em que o sujeito está interfere diretamente em suas percepções. Berkeley então relata que não se pode provar que o mundo é físico, para ele tudo é mente. Que cada um percebe o mundo do seu jeito, admitindo que até existe um mundo  comum entre todos, mas ele não é físico e sim mental. Essa suposta regularidade, somente é dada por Deus. Concorda com Locke quando diz que o verdadeiro conhecimento se origina na associação de idéias e experiências, no caso a base do empirismo. Criticando Berkeley, David Hume, filósofo e historiador escocês. Hume concorda a com Berkeley a medida que diz que as ideias são de fato dependentes do sujeito e que não se pode provar a existência de um mundo real. Porém, para Hume, também não é possível provar a existência do mundo mental, não sendo possível provar de onde surge as coisas presentes na mente humana e se é de Deus ou não que as mesmas provem. Para Hume, a discussão metafísica de Bacon, Locke e Berkeley é perca de tempo, pois são perguntas que não possuem respostas e nunca irão resultar em uma conclusão. Hume parte deste ponto diferenciando a Ontologia, que trata da natureza real do mundo, da Epistemologia, que é a teoria do conhecimento. Para Hume o importante é estudar o mundo que conhecemos e não indagar perguntas que nunca poderão ser respondidas. Considera as ideias como impressões do mundo, e afirmando os pilares do empirismo, diz que o conhecimento está mais ligado à experiência do que as ideias. Hume considera que as referências que temos de mundo estão ligadas aos hábitos que possuimos e as associações que fizemos das coisas. Afirma que o que deve-se estudar são como formam-se os hábitos, por meio das experiências, da prática. São estes quatro grandes pensadores, afirmando o empirismo e a busca da verdade por meio da experiência, com suas diferentes teorias que ao mesmo tempo que se conflitam e se somam. 

Obs: trabalho de faculdade.

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"— Por que não ter memórias? Os buracos negros, eu quis dizer. Mas fiquei quieto, desejando apenas ter um disco qualquer de cítara tocando para que nesse momento pudéssemos interromper a conversa para prestar atenção num acorde qualquer entre duas cordas, mais um silêncio que um som. Sempre podíamos ouvir a chuva, seu bater compassado na vidraça. Ou acompanhar com os olhos as gotas escorrendo atrás do roxo e do amarelo. De pontos diferentes, às vezes duas gotas deslizavam juntas para encontrarem-se em outro ponto, formando uma terceira gota maior. Mas talvez ele achasse tedioso esse tipo de diversão. —Ter memórias — repeti." Caio F.