De repente me pego envolvida por um demoraaaado respirar... cheio de pausas. É mesmo triste que eu só de as caras por aqui agora, mas acho que escrever hoje pra mim é como oxigênio. Como um choque em meus pulmões fazendo com que reajam, pois já passa da hora de reagir. A vida tem sido boa e também imensamente delicada. Me tornei mais vulnerável ao sentir a mudança de rota dos ventos, desde que eles deixaram de ser apenas brisas e se tornaram verdadeiros furacões. Nesta metáfora entenda que trato os furacões como coisas grandiosas e e verdadeiras. Assim felicidade pode ser grande, gigantesca, tristeza também. Quando mais alto se esta, maior é a dor da queda, não era esse o ditado? Nas mesmas proporções digo que quanto mais se ama, mais se sofre também. O amor é um verdadeiro furacão, o maior que eu conheço. Hoje a minha certeza é plena de que o conheço bem. Amar de amor que tira o ar, que desnorteia e da um norte é coisa pra louco. Mas pobre daqueles que não vivem essa loucura. No momento oscilo entre milhões de sentimentos, muitos caem sobre mim como se fossem fagulhas de fogo, doloridas que só elas. Mas calejar também torna a gente forte. Não é fácil, não é leve, nem rasteiro. Mas é amor.
de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã.
Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. (...)
sábado, 8 de outubro de 2011
"— Por que não ter memórias? Os buracos negros, eu quis dizer. Mas fiquei quieto, desejando apenas ter um disco qualquer de cítara tocando para que nesse momento pudéssemos interromper a conversa para prestar atenção num acorde qualquer entre duas cordas, mais um silêncio que um som. Sempre podíamos ouvir a chuva, seu bater compassado na vidraça. Ou acompanhar com os olhos as gotas escorrendo atrás do roxo e do amarelo. De pontos diferentes, às vezes duas gotas deslizavam juntas para encontrarem-se em outro ponto, formando uma terceira gota maior. Mas talvez ele achasse tedioso esse tipo de diversão. —Ter memórias — repeti." Caio F.