1 mês e mais um Natal. Mais alguns dias e logo chega 2012. O fim das coisas costuma mexer com a cabeça das pessoas, algumas até sentem arrepios. Sou uma delas quando penso algo está prestes a acabar. Mas que bobagem, não sei quem inventou essa história que o fim dos anos acabam com alguma coisa. Se tem uma coisa que a gente aprende com o tempo é que nada se divide com muros ou linhas retas. As coisas se sucedem, elas giram, fluem. Sinto arrepios ao pensar que o calendário irá trocar os digitos, mas não por conta de que algo vai acabar ou começar. É por perceber como o tempo é magico, tão mágico que ninguém o vê, ninguém o tem nas mãos, ninguém o controla. E ele controla a gente inteirinho. Nos molda, faz crescer, faz a vida da gente correr, e sem ser injusto nos da o direito e opção de escolher como isso irá acontecer. Que surja um sorriso quando olhar pra trás e ver como cresceu. Não se preocupa, nada vai acabar. Não precisa se afobar com esta lista de "coisas para fazer" até dia 31 ( sei que muitos terão uma). Um ano vai... mas mais um ano vem também. Boa noite!
de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã.
Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. (...)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
"— Por que não ter memórias? Os buracos negros, eu quis dizer. Mas fiquei quieto, desejando apenas ter um disco qualquer de cítara tocando para que nesse momento pudéssemos interromper a conversa para prestar atenção num acorde qualquer entre duas cordas, mais um silêncio que um som. Sempre podíamos ouvir a chuva, seu bater compassado na vidraça. Ou acompanhar com os olhos as gotas escorrendo atrás do roxo e do amarelo. De pontos diferentes, às vezes duas gotas deslizavam juntas para encontrarem-se em outro ponto, formando uma terceira gota maior. Mas talvez ele achasse tedioso esse tipo de diversão. —Ter memórias — repeti." Caio F.