de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã.
Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. (...)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
recomeçando... pelo começo.
Bom, já faz algum tempo que não escrevo, escrever assim como eu gosto. Essas coisas, que passam pela minha cabeça... Hoje mesmo tentei enumerar meus pensamentos e senti vontade de poder lembrar de todos eles, acho que pensei algumas boas coisas pela manhã. Mas já faz tanto tempo pra lembrar... deixei-os no ar, pro ar. Entre os elementos do zodíaco, meu signo condiz muito comigo. Libra é representado pela balança, é o 7°signo do zodíaco e representa entre outras coisas, o equinócio da primavera. Quando noite e dia tem a mesma duração, são 12 horas sob sol e 12 sob a lua. Significa equilíbrio e tem cheiro de flor, de primavera. A primavera inspira e traz a renascência. Reviver, revigorar... mudar. Talvez eu seja viciada em mudanças. Toda essa história faz tanto sentido que as vezes até acho que foi feito só pra mim. Então me passou pela cabeça colocar como nome do blog "equinócio da primavera". Mas as vezes falta uma vírgula, alguma coisa ficou no ar e da astrologia fui pra mitologia. Encontrei então, os Silfos. Os senhores do vento, elementos do ar. Que viajam em busca de rumo, que modelam as nuvens, trazem inspiração e claridade. Eu sei, tudo isso parece loucura. E é. Mas é por isso que eu gosto. Venho através desse primeiro post explicar o por que do nome que escolhi pra esse meu novo cantinho. Meu antigo blog se chamava "für sie", em alemão significava "para ela". Tudo o que tinha lá, fazia algum sentido e era "pra mim". As vezes eu me questiono sobre o entendimento de quem lê esses meus textos, talvez eu não seja muito clara... muitas coisas, muitas vezes vem parar na minha cabeça assim... de um nada. Vem de algum lugar que eu não sei qual é, e então eu conssigo enxergar muitas coisas mesmo quando não vejo nada. "Dans l'air " significa "no ar", agora em francês. E é aqui que eu vou entulhar esses meus pensamentos que pedem (alguns até gritam) pra serem escritos em algum lugar. É... alguns deles.
"— Por que não ter memórias? Os buracos negros, eu quis dizer. Mas fiquei quieto, desejando apenas ter um disco qualquer de cítara tocando para que nesse momento pudéssemos interromper a conversa para prestar atenção num acorde qualquer entre duas cordas, mais um silêncio que um som. Sempre podíamos ouvir a chuva, seu bater compassado na vidraça. Ou acompanhar com os olhos as gotas escorrendo atrás do roxo e do amarelo. De pontos diferentes, às vezes duas gotas deslizavam juntas para encontrarem-se em outro ponto, formando uma terceira gota maior. Mas talvez ele achasse tedioso esse tipo de diversão. —Ter memórias — repeti." Caio F.